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Jornalismo Unidavi realiza debate sobre a comunicação durante desastres naturais

Órgãos oficiais e imprensa estiveram reunidos para compartilhar experiências das inundações que afetaram o Alto Vale


Com o intuito de melhorar a comunicação entre imprensa e autoridades em momentos de calamidade, a sexta fase do curso de Jornalismo do Centro Universitário para o Alto Vale do Itajaí (Unidavi), promoveu o debate intitulado “O poder da (des)informação em desastres naturais”.

O evento foi realizado nesta quarta-feira, 09, no auditório do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da Unidavi. Estiveram presentes: Alex de Lima - Assessor de Comunicação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Santa Catarina; André Gustavo Wormsbecher - Assessor de Geoprocessamento e ex-diretor da Defesa Civil de Rio do Sul; Capitão Davi Pereira de Souza - Comandante da 3ª Companhia de Bombeiros Militares de Rio do Sul; Cleiton Cristiano Ferrasso - Assessor de Comunicação da Defesa Civil estadual; Dionísio Tonet - Tenente Coronel e comandante da Policia Militar de Rio do Sul; Humberto Ohf de Andrade - Gerente administrativo e comercial da Amanda FM e Jovem Pan News Difusora; e Paulo César Santos – ex-assessor da Defesa Civil Estadual e assessor de imprensa parlamentar, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

A conversa foi mediada pelo professor da disciplina de Jornalismo Comunitário, André Munzlinger. Durante o evento os convidados compartilharam suas experiências nos trabalhos desenvolvidos durante os desastres naturais de 2011, 2013 e 2015.

O ex-assessor da Defesa Civil estadual, Paulo Cesar Santos, explicou como foi a evolução do órgão estadual na assessoria de imprensa, abordando também a importância da responsabilidade jurídica dos profissionais de comunicação na divulgação das informações. “Hoje nossa assessoria não se limita a trabalhar apenas dentro da carga horária que é permitida, mas desenvolvemos um trabalho 24 horas por dia onde alguns colegas já perceberam o processo de celeridade que nós temos para dar as respostas. Avançamos nisso e agora buscamos outras ferramentas para aproximar as assessorias dos municípios, Agências de Desenvolvimento Regional [ADR] e entidades de classes para cada vez mais fazer um trabalho ágil, que é o que a sociedade espera”.

Cleiton Ferrasso apresentou alguns dados onde mostra todo um trabalho desenvolvido pela Defesa Civil com o objetivo de melhorar a comunicação através das mídias sociais. A página do facebook da entidade conta atualmente com 308 mil seguidores, uma vez que em 2014 eram apenas 11 mil. De acordo com A Paulo César, esse número ainda é baixo em comparação ao número de habitantes de Santa Catarina.

Em 2011, as chuvas acima da média ocorridas no período de 07 a 09 de setembro, resultaram em enchentes, enxurradas, alagamentos e escorregamentos afetando 101 municípios catarinenses. Os maiores volumes ocorreram no Vale do Itajaí, onde chegou a acumular 227,7 mm em Taió e 309,4 mm em Botuverá. O nível dos rios ultrapassou as cotas de alerta e as barragens de contenção verteram, obrigando mais de 177 mil pessoas deixarem suas casas. Diante da gravidade da situação, o Governador do Estado de Santa Catarina expediu decreto de Situação de Emergência em 86 municípios e Estado de Calamidade Pública em 10 municípios.

Humberto Ohf de Andrade, que participou do evento representando a imprensa, contou como foi a cobertura em 2011. Na época, as duas emissoras que ele administra ficaram 150 horas ininterruptas no ar ao vivo. “Os eventos das catástrofes formam verdadeiramente uma operação de guerra, porque em 2011 estávamos quase há três décadas sem ter uma enchente”. Segundo Andrade, a disseminação das redes sociais ajuda tanto quanto atrapalha nesses momentos de calamidade. “Em 2011 redes sociais como o WhatsApp e o Facebook ainda eram pouco disseminados e atualmente essas ferramentas fornecem muitas informações, verdadeiras e mentirosas em alguns casos, então a desinformação em uma tragédia é tão grave como a falta de uma infraestrutura que a Defesa Civil tanto necessita, então optamos por checar a informação antes de colocar no ar sem checar e isso aconteceu muitas vezes na última enchente”.



















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